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Belenense repudia violência

Associadas por 59% deles à violência, 70,7% dos belenenses defendem a extinção das torcidas organizadas, enquanto 23,3% são favoráveis à permanência destas e 6% não sabem ou não opinaram, de acordo com a pesquisa do Instituto Acertar. Entre os argumentos que sustentam a posição favorável à extinção são citados com mais freqüência, além da violência em geral (59%), muita violência nos estádios (34,9%), porque os integrantes das torcidas organizadas são identificados como baderneiros e/ou vândalos (25,4%), por causa das brigas (22,4%), porque elas incluem membros de gangues (4,7%) e ainda porque elas inibem, no rastro da violência a que são associadas, a presença das famílias nos estádios (3,4%).

São favoráveis a extinção das torcidas organizadas 67,9% dos bicolores, 76% dos remistas e 57,9% dos que torcem por outros clubes. Em matéria de sexo, a rejeição às torcidas organizadas chega a 72,3% entre os homens e 69,5% entre as mulheres. Em se tratando de faixa etária, são favoráveis à extinção 62,4%dos que têm entre 16 e 24 anos; 69,1% dos que têm entre 25 a 34 anos; 80,9% dos que estão entre 35 a 44 anos; 81,3% daqueles que têm de 45 a 59 anos; e 53,3% de 60 anos a mais de 60 anos. Em termos de escolaridade, defendem a extinção das torcidas organizadas 69,2% daqueles que têm o 1º grau, 73,2% dos que têm 2º grau e 64,7% daqueles que têm o 3º grau. Esse coro pela extinção das torcidas organizadas também medra com vigor quando balizado pela renda familiar: dentre os defendem a extinção das torcidas organizadas, 63,4% têm renda familiar de até 1 salário mínimo; 72,3% de mais de um salário mínimo até 2 salários mínimos; 73,4% de mais de 2 salários mínimos a 5 salários mínimos; 75,5% de mais de 5 a 10 salários mínimos; e 72,2% acima de 10 salários mínimos.

Credibilidade – Mas não são apenas as torcidas organizadas que recebem cartão vermelho da maioria dos belenenses. A credibilidade da cartolagem em geral despencou ladeira abaixo: 47,4% da população depositam baixa confiança nos dirigentes, 44,1% média confiança e inexpressivos 7% alta confiança. Naturalmente, por conta do fiasco azulino no Campeonato Brasileiro da Série B, que culminou com o rebaixamento do clube para a Terceira Divisão, um dos maiores percentuais de baixa confiança é registrado entre os remistas, chegando a 55,2%, ficando em 37,4% entre os bicolores, enquanto alcança 60,5% dentre os torcedores de outros clubes. Dos que depositam média confiança nos cartolas, 52,9% são bicolores, 38,5% são azulinos e 28,9% torcem por outros clubes. Entre aqueles que depositam alta confiança na cartolagem, 8,6% são torcedores do Paysandu, 6,3% torcem pelo Remo e 2,6% por outros clubes.

Em matéria de sexo, entre os conferem baixa confiança à cartolagem 55% são homens e 41,6% mulheres; dentre os que depositam média confiança, 39,3% são homens e 48,2% mulheres; e entre os que conferem alto nível de confiança, 5,8% são homens e 8% mulheres. Em termos de faixa etária, dentre os que depositam baixo nível de confiança nos cartolas, 43% têm entre 16 e 24 anos; 50,9% têm entre 25 e 34 anos; 49,4% têm entre 35 e 44 anos; 47,5% estão entre 45 e 59 anos; e 46,7% situam-se entre 60 anos e mais de 60 anos. Dos que fazem parte da parcela que confere média confiança nos cartolas, 45,2% situam-se entre 16 e 24 anos; 40,9% têm entre 25 e 34 anos; 44,9% ficam entre 35 e 44 anos; 47,5% estão entre 45 e 59 anos; e 42,2% têm de 60 anos a mais de 60 anos.

Variáveis - No que se refere à escolaridade, outra das variáveis trabalhadas na pesquisa, dentre os que devotam baixa confiança nos cartolas o maior percentual está entre os que têm ou cursam o 3º grau, chegando a 52,9%, seguido pelos que têm ou fazem o 2º grau, entre os quais fica em 51%, e pelos que cursam ou já concluíram o 1º grau, dentre os quais atinge 43,2%. Dos que depositam alto nível de confiança na cartolagem, em escala decrescente 8,8% têm o 3º grau, 7,6% o 1º grau e 6,1% o 2º grau.

Quanto à renda familiar, dos 47,7% dos que depositam baixo nível de confiança nos cartolas, 61,1% ganham mais de 10 salários mínimos; 51,5% recebem até um salário mínimo; 46,8% têm uma renda entre mais de 2 salários mínimos a 5 salários mínimos; 45.3% ficam entre mais de 1 salário mínimo a 2 salários mínimos; e 43,9% têm uma renda familiar de mais de 5 salários mínimos a 10 salários mínimos. Dos 44,1% que conferem médio nível de confiança, o maior percentual é registrado entre os que ganham mais de 2 salários mínimos a 5 salários mínimos (47,7%), seguidos dos que têm uma renda que vai de mais de 5 salários mínimos a 10 salários mínimos (46,3%), aos quais se sucedem os que recebem de mais de 1 salário mínimo até 2 salários mínimos (45,9%), mais de 10 salários mínimos (38,9%) e até 1 salário mínimo (37,6%). O maior percentual de alta confiança na cartolagem ocorre dentre aqueles que têm uma renda familiar entre mais de um salário mínimo a 2 salários mínimos (8,8%), reduzindo-se a um mero traço entre os que ganham acima de 10 salários mínimos.

Maioria culpa a cartolagem

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