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SERVIÇOS PÚBLICOS/2004 |
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Perdura a insatisfação da população |
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| Hemopa, Correios e Bombeiros são ilhas de eficiência. Polícia Civil, postos de saúde, Polícia Militar, Telemar e CTBel lideram ranking da ineficiência. | |
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A
maioria dos serviços públicos essenciais oferecidos à população de Belém
deixa a desejar em matéria de eficiência, apresentando um desempenho entre
mediano e sofrível, na avaliação do próprio belenense, segundo revela
pesquisa de opinião realizada de 8 a 15 de janeiro de 2004 pelo Instituto
Acertar – Consultoria & Pesquisa, que foi divulgada pelo jornal “O
Liberal”, de Belém, na edição de 1º de fevereiro de 2004. As
exceções à regra são o Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa),
a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e o Corpo de Bombeiros,
que proporcionam um alto grau de satisfação à população. Por ordem decrescente,
a Polícia Civil, os postos de saúde, a Telemar, a Polícia Militar e a
Companhia de Transportes Municipais de Belém (CTBel) lideram, hoje, o
ranking da ineficiência, proporcionando um baixo grau de satisfação. A
pesquisa sinaliza também que parcela significativa da população desconhece
a atuação dos órgão de defesa dos direitos do consumidor, a Coordenadoria
de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e a Agência Estadual de Regulação
e Controle dos Serviços Públicos (Arcon). Esses serviços foram avaliados em termos de “Ótimo”, “Bom”, “Regular”, “Ruim”, “Péssimo” e “Não sabe”, com esta última alternativa traduzindo o desconhecimento do usuário e/ou cliente pelo serviço ou mesmo o desinteresse em responder a pergunta. Em um segundo momento, esses mesmos serviços foram avaliados mediante notas de zero a dez., com notas de zero a cinco significando baixo grau de satisfação; de mais de cinco a sete traduzindo médio grau de satisfação; e de mais de sete a dez sinalizando alto grau de satisfação. Para efeito de apresentação dos resultados, a Acertar utilizou a média aritmética simples. Os resultados expressam a relação entre a soma dos valores de um conjunto e o número total de valores. Ranking
– Pela
mais recente pesquisa feita para aferir o grau de satisfação da população
com os serviços públicos essenciais, o ranking da eficiência é liderado
pelo Hemopa, que obteve nota média 8,1; Correios, com 8; e Corpo de Bombeiros,
com 7,6. Esse desempenho traduz um alto de grau de satisfação por parte
da população, conforme os critérios de avaliação que balizam a pesquisa. No
pelotão intermediário, que intercala os extremos da eficiência e da ineficiência,
incluem-se coleta de lixo e limpeza pública, cuja nota média foi 6,9;
Cosanpa, com 6,4; Procon, com 6,3; Rede Celpa, também com 6,3; Detran,
com 6; Arcon, igualmente com 6; Guarda Municipal, com 5,8; AME, com 5,6;
e transporte urbano, com 5,1. Essa é a lista de serviços que proporcionam
um médio grau de satisfação. No
elenco de serviços cuja qualidade é reprovada pela população figuram,
por ordem decrescente, Polícia Civil, cuja nota média foi 4,5; postos
de saúde, com 4,7; Telemar, com 4,8; Polícia Militar, com 5; e CTBel,
também com 5. Na percepção da população, avalizada pela prática, que é
o critério da verdade, esses são serviços que carregam o estigma da ineficiência. Desconhecimento
– A pesquisa também constata que expressiva parcela da população desconhece
a atuação dos órgãos de defesa dos direitos do consumidor, o Procon e
a Arcon, ainda que os serviços de ambos proporcionem médio grau de satisfação
aos que deles têm conhecimento. Revela a pesquisa que 10,8% dos entrevistados
não souberam avaliar o desempenho do Procon, percentual que chega ao assustador
patamar de 50,2% no caso da Arcon. Esses
números, cotejados com os registrados na avaliação anterior, ratificam
a constatação de que significativo contingente dos belenenses permanece
impotente diante da ineficiência que agride seus direitos como consumidor.
Essa situação, conforme permite entrever a pesquisa, pode derivar do conformismo
da população, pavimentado pelo desconhecimento em relação aos seus direitos,
conjugado com a falta de uma maior visibilidade por parte dos órgãos de
defesa do consumidor, algo que fatalmente sugere inércia, considerando
a atividade fim deles. Na pesquisa anteriormente feita, 16,7% ignoravam
os serviços do Procon e 47,1% desconheciam a atuação da Arcon.
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