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SERVIÇOS PÚBLICOS/2004 |
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O mapa da insatisfação |
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Mapeando
o perfil da insatisfação, a pesquisa sobre a qualidade dos serviços públicos
essenciais oferecidos à população de Belém revela que os piores conceitos
obtidos pela Polícia Civil, que lidera o ranking da ineficiência, registram-se
entre 38,3% dos homens e 32,6% das mulheres. Em relação a faixa etária,
o pior desempenho oscila entre 27,3%, percentual registrado entre aqueles
que têm de 45 a 59 anos, e 37,9%, índice verificado entre os que têm de
35 a 44 anos. Quanto a categoria profissional, a insatisfação chega a
38,7% entre os autônomos e profissionais liberais, 37,9% entre os assalariados,
36% entre os funcionários públicos; 35,6% entre os aposentados, 34,9%
entre os desempregados, 31,3% entre estudantes e 30,9% entre as donas
de casa. As pessoas com renda média de dois a três salários mínimos são
as mais insatisfeitas com a Polícia Civil, cujas atribuições são confundidas,
por expressiva parcelada população, com as da Polícia Militar. Os
postos de saúde, que ocupam o segundo lugar no ranking da ineficiência,
são avaliados negativamente por 54,8% das mulheres e 47% dos homens. Em
relação a faixa etária a insatisfação concentra-se entre as pessoas que
têm de 25 a 34 anos, entre os quais chega a 55,3%. Quanto a categorias,
a insatisfação com os serviços oferecidos pelos postos de saúde situa-se
em 68% entre os funcionários públicos, 58,8% entre as donas de casa, 57,6%
entre os assalariados, 51,2% entre os desempregados, 48,4% entre os estudantes,
44,1% entre os autônomos e profissionais liberais e 40% entre os aposentados.
O maior nível de descontentamento com os serviços dos postos de saúde
registra-se entre aqueles que ganham de dois a cinco salários mínimos,
chegando a 58,7%. A
Telemar, que figura em terceiro lugar no ranking dos piores serviços públicos,
é avaliada negativamente
por 38,5% das mulheres e 36,1% dos homens. Em matéria de faixa
etária, a insatisfação com a Telemar chega a 45,6% entre as pessoas que
têm de 25 a 34 anos e a 40,5% entre aqueles de 35 a 44 anos. Quanto ao
nível de escolaridade, o maior percentual de insatisfação é registrado
no contingente daqueles que têm o 3º grau, entre os quais o
descontentamento atinge 53,3%. Em termos de categoria, a insatisfação
atinge 48% dos funcionários públicos, 41,9% dos autônomos e profissionais
liberais, 39,5% dos desempregados, 39,4% dos assalariados, 36,8% das donas
de casa, 35,6% dos aposentados e 25% dos estudantes. No que se refere
a renda, 47,8% dos insatisfeitos ganham mais de dez salários mínimos e
39,4% ganham mais de dois até cinco salários mínimos. PM
e CTBel - A Polícia Militar, quarta colocada no ranking da ineficiência,
foi avaliada negativamente por 35,3% das mulheres e 33,3% dos homens.
Em relação a faixa etária, a insatisfação com a PM é maior entre aqueles
que têm de 25 a 34 anos, dentre os quais chega a 35,9%, e aqueles que
têm de 35 a 44 anos, dentre os quais alcança 37,8%. No que se refere a
escolaridade, a insatisfação com a PM atinge 38,3% daqueles que têm o
1º grau e 31,9% dos que têm o 2º grau. O percentual
de insatisfação, por categoria, é de 38,2% entre as donas de casa, 37,5%
entre os estudantes, 34,9% entre os desempregados, 33,3% entre os autônomos
e profissionais liberais, 32% entre os funcionários públicos, 31,8% dos
assalariados e 31,1% dos aposentados. A
insatisfação com os serviços prestados pela CTBel, que fecha o ranking
da ineficiência, concentra-se , em matéria de sexo, entre 30,6% dos homens
e 26,2% das mulheres. Quanto a faixa etária, a insatisfação chega a 28,2%
dentre as pessoas entre 16 e 24 anos e 32% dentre aqueles que têm de 25
a 34 anos. Em relação a escolaridade, os percentuais de a insatisfação
com a CTBel variam de 29,5%, índice registrado entre os que têm 2º
grau, e 40%, percentual verificado entre os que têm o 3º grau.
Em termos de categorias, o contingente dos insatisfeitos é de 33,3% entre
os autônomos e profissionais liberais, 29,7% entre os estudantes, 28,8%
entre os assalariados, 28% entre os funcionários públicos, 26,5% entre
as donas de casa, 24,4% entre os aposentados e 20,9% entre os desempregados.
A renda média dos mais insatisfeitos com a CTBel varia de um a cinco salários
mínimos. Procon
e Arcon – A pesquisa do Instituto Acertar também permitiu mapear o perfil
da parcela da população que ignora a atuação do Procon e da Arcon, ironicamente
órgãos criados para defender os direitos do consumidor. Do contingente
de 10,8% que desconhece a atuação do Procon, 13,6% são mulheres e 7,7%
são homens. O desconhecimento é tanto maior entre as pessoas que têm de
16 a 24 anos, dentre as quais chega a 14,5%, e de 35 a 44 anos, dentre
as quais fica em 10,8%. Em termos de escolaridade, o maior nível de desinformação,
que chega a 12,6%, registra-se entre os que dispõem apenas do 1º
grau, índice que cai para 8,1% dentre aqueles que têm o 2º
grau. No que se refere a categorias, o contingente de desinformados é
constituído por 17,2% de estudantes, 12,9% de autônomos e profissionais
liberais, 9,3% de desempregados, 6,1% de assalariados, 4,4% de aposentados
e 4% de funcionários públicos. Em matéria de renda, 12,5% dos mais desinformados
ganham até um salário mínimo e 16% ganham de mais de um até dois salários
mínimos. Em relação a Arcon, cuja atuação é ignorada por 50,2% dos entrevistados, a pesquisa revela que desse contingente 52% são mulheres e 48,1% homens. Quanto a faixas etárias, o desconhecimento sobre o órgão se dá de forma equilibrada, mas a incidência é maior entre aqueles situados na faixa etária de 35 a 44 anos. No que se refere a categorias, a desinformação a respeito do órgão chega a 53,8% entre os autônomos e profissionais liberais, 53,3% entre os aposentados, 52,9% entre as donas de casa, 48,8% entre os desempregados, 48,4% entre os estudantes, 45,5% entre os assalariados e 44% entre os funcionários públicos. Em termos de renda, o maior índice de desinformação foi registrado entre as pessoas que ganham mais de dois até cinco salários mínimos: 56,7% delas ignoram o papel da Arcon.
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