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QUALIDADE DE VIDA/2001 |
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Saúde é o que interessa |
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saúde, para a maioria, é o que mais está relacionado com o conceito de
qualidade de vida, segundo pesquisa do Acertar. Ter
saúde, para a maioria dos paraenses, é o que mais está relacionado com
o conceito de qualidade de vida. Segundo pesquisa do Instituto Acertar,
realizada de 30 de novembro a 5 de dezembro de 2001, com entrevistados
de 45 municípios do Pará, sempre que o assunto é qualidade de vida 22,3%
das pessoas ouvidas relacionam este conceito a estar saudável, 18,1% a
ter um bom emprego e boas condições de trabalho, 17,2% a estar bem financeiramente,
10,4% a viver bem, com conforto. A
relação entre saúde e qualidade de vida é feita por 21,9% dos entrevistados
da região metropolitana de Belém. Nesta, 20,4% entendem qualidade de vida
como estar bem financeiramente,11,2% como ter um bom emprego e boas condições
de trabalho e 8,1% em dispor
de uma boa educação. Entre
os entrevistados cujos municípios de origem são do interior do Estado,
22,5% relacionam qualidade de vida a saúde, 21,4% a ter um bom emprego
e dispor de boas condições de trabalho, 15,6% a estar bem financeiramente
e 11,6% a viver bem, com conforto. Metodologia
– A pesquisa ouviu 816 pessoas e a margem de erro é de 3,6 pontos percentuais,
para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. Foram feitas
entrevistas em domicílio e em trânsito, isto é, em locais de grande fluxo
populacional, com pessoas dos seis municípios que compõem a região metropolitana
- Belém, Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Benevides e Barcarena –
e de 39 municípios do interior do Estado. A
relação dos municípios dos entrevistados com origem no interior do Estado
inclui Abaetetuba, Acará, Alenquer, Altamira, Bagre, Bragança, Breu Branco,
Breves, Bujaru, Cachoeira do Arari, Cametá, Capanema, Capitão Poço, Castanhal,
Colares, Igarapé-Miri, Magalhães Barata, Maracanã, Marapanim, Mocajuba,
Moju, Nova Timboteua, Novo Repartimento, Paragominas, Parauapebas, Ponta
de Pedras, Rio Maria, Santa Cruz do Arari, Santa Maria do Pará, Santo
Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas, São Domingos do Capim, São Miguel
do Guamá, São Sebastião da Boa Vista, Tailândia, Tomé-Açu, Tucuruí, Vigia,
e Viseu. Com
a pesquisa de campo realizada por 20 universitários da Universidade Federal
do Pará (UFPA), a coleta de dados foi coordenada por Nazaré Vieira, cabendo
a Sivanildo Baia e Augusto Nascimento o processamento e consistência dos
dados e variáveis. Américo Canto é o responsável pelo relatório com a
descrição dos dados. Perfil
– A pesquisa contemplou o peso populacional da região metropolitana e
do interior. A amostragem fez-se assim proporcionalmente, com 31,9% correspondendo
à região metropolitana e 68,1% ao interior. Quanto a sexo, 50,6% dos entrevistados
são homens e 49,4% mulheres. No que se refere à idade, 52,5% estão na
faixa etária que vai dos 16 aos 34 anos, 38,4% têm entre 35 e 59 anos
e 9,2% têm de 60 a mais idade. Em
relação a escolaridade, 50% dos entrevistados correspondem ao universo
daqueles que não tiveram acesso à educação formal ou que, embora tendo,
não foram além do 1º grau completo. Os que começaram ou no
máximo concluíram o 2º grau representam 36,8% dos entrevistados.
Do total de entrevistados, 10,3% declararam ter nível superior. No
quesito renda familiar, 20,7% dos entrevistados têm renda familiar de
até um salário mínimo. Já 29,3% têm uma renda familiar de mais de um até
dois salários mínimos. Com uma renda familiar de mais de dois até cinco
salários mínimos foram registrados 31,5% dos entrevistados. Destes, 11%
declaram uma renda familiar de mais de cinco até 10 salários mínimos,
4,7% de 10 a 20 salários mínimos e 2,8% acima de 20 salários mínimos. Precondições
– No elenco de precondições para garantir uma boa qualidade de vida desponta
a boa qualificação profissional, apontada como essencial por 24,6% dos
entrevistados. Já para 19,3% das pessoas ouvidas, o essencial para assegurar
uma boa qualidade de vida é ter acesso à saúde e ao à assistência médica. No
ranking dos pré-requisitos para usufruir de uma boa qualidade de vida
também destacam-se duas outras opções. Uma é ter uma boa renda e recursos
financeiros, opção privilegiada por 14,8% dos entrevistados, a outra é
ter mais educação, formação e estudo, no entendimento de 10,1% das pessoas
ouvidas. Quando indagados sobre o que pensam sobre qualidade de vida, 42,5% dos entrevistados optaram pela alternativa segundo a qual qualidade de vida é ter acesso a bens, recursos e serviços que a sociedade oferece. Por seu turno, 38,6% ficaram com a opção de acordo com a qual qualidade de vida é ter mais dinheiro. Outros 15,6% preferiram a resposta pela qual qualidade devida é dispor de produtos para consumir.
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