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QUALIDADE DE VIDA/2001

O pessimismo se alastra

 

A pesquisa do Instituto Acertar permite detectar que se alastra um clima de inocultável pessimismo diante das atuais condições de vida. Na percepção da maioria dos entrevistados, nos últimos cinco anos não houve mudança na qualidade de vida ou esta simplesmente piorou. Para 26,6% dos entrevistados não houve mudança e para 25,9% a qualidade de vida se deteriorou nos últimos cinco anos. Dentre aqueles para os quais não houve mudança, 20,7% são da região metropolitana e 29,5% têm origem no interior. Os que acham que a qualidade de vida piorou são 30,4% da região metropolitana e 23,7% do interior do Estado.

Uma expressiva parcela, porém, afirma que a qualidade de vida melhorou nos últimos cinco anos. É o caso de 46,2% dos entrevistados, dos quais 48,5% são da região metropolitana e 45,1% tem origem no interior.

Essa divisão registrada na avaliação da evolução do nível de qualidade de vida também é verificada quando entra em pauta a eficiência do modelo de desenvolvimento adotado pelo poder público. Indagados se este modelo tem contribuído para melhorar a qualidade de vida do paraense, 51,1% responderam que não e 42,3% que sim, enquanto 5,3% responderam que talvez.

Ceticismo – Segundo permite inferir a pesquisa, uma significativa parcela da população é cética em relação à massiva propaganda oficial que trombeteia as realizações que a si se atribui o governo estadual para a melhoria da qualidade de vida do paraense. Para 30,8% dos entrevistados, o Executivo estadual nada faz e trata-se de pura propaganda seu discurso desenvolvimentista. Esse contingente refratário à propaganda oficial chega a 42,7% dentre os entrevistados da região metropolitana e fica em 25,2% entre aqueles dos municípios do interior.

Para 20,3% dos entrevistados, que não detalham os benefícios vislumbrados, o governo estadual contribui para elevar o nível de qualidade de vida oferecendo melhorias para a população. Desse percentual de entrevistados, 15,8% são da região metropolitana e 22,5% têm origem no interior.

Bem mais abaixo desses percentuais, para 6,5% dos entrevistados o poder público promoveu melhorias, mas elas não são suficientes para assegurar um avanço no nível da qualidade de vida da população. Essa avaliação chega a 6,9% dentre aqueles entrevistados da área metropolitana e a 6,3% dos que são do interior.

 

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