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QUALIDADE DE VIDA/2001

A realidade objetiva

 

A pesquisa do Instituto Acertar também mapeou as condições objetivas de vida do paraense e de como este as define. Indagados se sua casa é atendida pela rede de esgoto, dos entrevistados da área metropolitana 27,3% respondem que totalmente, 22,3% que bastante, 15,4% que mais ou menos, 7,7% que pouco e 27,3% se declaram privados desse benefício básico. Dos entrevistados do interior, 14% respondem que totalmente, 8,8% que bastante, 5,6% que mais ou menos, 1,6% que pouco e 70% se disseram excluídos desse benefício, o que dá idéia das precárias condições de saneamento básico sob as quais vive substancial parcela da população do Estado.

Dos entrevistados da região metropolitana, 43,5% revelam que o fornecimento de energia elétrica às suas casas se dá totalmente, 35% que ocorre bastante, 11% mais ou menos, 2,7% pouco e 7,3% em nada. Dentre aqueles do interior, 41% respondem que suas casas são totalmente atendidas pela rede elétrica, 39,4% que são bastante atendidas, 10,4% que são mais ou menos atendidas, 1,4% que são pouco atendidas e 7,7% que em nada.

Dentre os entrevistados da região metropolitana, 29,6% afirmam que suas casas são totalmente atendidas em matéria de abastecimento de água, 33,8% que são bastante atendidas, 15,8% que são atendidas mais ou menos, 5% que são pouco e 15,8% que não são atendidas. Dos entrevistados do interior, 23,6% dizem que suas casas são totalmente atendidas, 22,7% que são bastante atendidas, 9,2% que são atendidas mais ou menos, 3,4% que são pouco atendidas e 41,2% que suas casas não são beneficiadas com o abastecimento de água, o que reforça a constatação da ausência de saneamento básico evidenciada também pela precária cobertura da rede de esgoto.

Ambiente físico – Sobre o meio ambiente físico no qual vive o paraense, uma boa parcela da população o classifica entre bastante e mais ou menos saudável. Dos entrevistados da região metropolitana, 25% o avaliam como bastante saudável e 31,5% como mais ou menos saudável. Dentre as pessoas do interior ouvidas, 34,9% o consideram bastante saudável e 29% mais ou menos saudável.

Dentre os entrevistados da região metropolitana, 20,4% avaliam o ambiente físico sob o qual vivem como nada saudável, 17,7% como pouco saudável e apenas 5% o têm como totalmente saudável. Entre as pessoas do interior ouvidas, 11,3% consideram o meio ambiente físico no qual se encontram como nada saudável e 16% como pouco saudável. O contingente daqueles para os quais o meio ambiente físico é totalmente saudável chega a 8,8% dos entrevistados.

A poluição sonora com a qual se depara a população preocupa totalmente 5,8% dos entrevistados da região metropolitana, bastante 21,2%, mais ou menos outros 21,2%, pouco 25,8%, e em nada 26,2%. Já dentre as pessoas do interior ouvidas, preocupam-se totalmente com a poluição sonora 6,3%, bastante 21,8%, mais ou menos 15,5%, pouco 26,3% e em nada, 30,2%

 

O pessimismo se alastra
A realidade objetiva
Educação é valorizada
Participação reduzida
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