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PERFIL DO CONSUMIDOR/2001

Belenense compra à vista

 

Dos consumidores de Belém, 50,9% pagam suas compras com dinheiro vivo. Só a classe B prefere utilizar o cartão de crédito.

Ao que parece, o consumidor em Belém, de acordo com a conjuntura, sabe se precaver para não sucumbir em dívidas, na esteira do impulso consumista. Essa é a ilação possível diante da pesquisa feita pelo Instituto Acertar, no período de 28 a 30 de novembro de 2001, sobre preferências e hábitos de consumo do belenense e que rastreia problemas do centro comercial da cidade. De acordo com ela, 50,9 dos belenenses preferem comprar com dinheiro vivo. 35,4% recorrem ao cartão de crédito, 7,6% se valem dos crediários das lojas e 6% fazem uso de cheque.

Segundo a pesquisa, as duas pontas do espectro econômico, as classes A e C, unem-se na opção pela compra à vista: 52,9% na classe A e 55,7% na classe C preferem pagar suas compras com dinheiro vivo. Na classe B, 45,7% privilegiam o cartão de crédito. Mesmo assim esse percentual é apenas ligeiramente superior ao daqueles que optam pela compra à vista, um contingente que chega a 44,4%.

Metodologia – A pesquisa foi realizada através de entrevistas realizadas em locais de fluxo populacional, junto a uma mostra representativa, estratificada por sexo, classe econômica e faixa etária. Foram feitas 432 entrevistas, com uma margem de erro de 4,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. Para a pesquisa, o Instituto Acertar adotou o Critério de Classificação Econômica Brasil da Associação Nacional de Empresas de Pesquisa (Anep). Esse critério tem a função de estimar o poder de compra das pessoas e famílias, abandonando a pretensão de classificar a população em classes sociais e optando por fazer a divisão do mercado por classes econômicas.

A pesquisa, que mapeia hábitos de consumo do belenense e identifica os problemas do centro comercial, teve a direção de Américo Canto, cabendo a Nazaré Vieira a coordenação da coleta de dados e a codificação das perguntas abertas. Sivanildo Baia e Augusto Nascimento executaram o processamento dos dados.

Inadimplência – Conforme a pesquisa do Instituto Acertar, a inadimplência passa ao largo de 61,3% dos belenenses, que nunca estiveram com o nome sujo no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa. Estão atualmente com seus nomes no SPC e no Serasa 21,5% dos consumidores de Belém e 17,5% já estiveram impedidos, por conta de débitos não pagos, de obter crédito.

A extensão da inadimplência entre os belenenses revela uma diferença abissal em termos de classe econômica. Dentre os que estão com seu nome no SPC/Serasa, 25,7% pertencem à classe C, percentual que cai para 12,6% na classe A e fica em 9,9% na classe B.

Otimismo - A pesquisa também revela que o belenense está majoritariamente otimista em relação a este fim de ano: 61,3% apostam que ele será melhor que o do ano passado. Esse otimismo fica em 58,8 na classe A, aumenta para 60,5% na classe B e alcança 62,8% na classe C.

Fica em 24,5% o percentual dos que acreditam que este fim de ano será igual ao que passou. Os pessimistas, para os quais este fim de ano será pior que o último, chegam a 12,7%.

 

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